16 de abril de 2014

"Só Clássicas" escreve artigo sobre XF-17 Alfacinha

Boas malta do aço!

É com muito orgulho e prazer que partilho convosco o artigo realizado pela revista Só Clássicas, do mês de Abril, Número 32, sobre este meu projecto "XF-17 Alfacinha". Um recente projecto, para quem ainda não sabe, onde divulgo eventos, desde passeios, exposições, feiras, entre outros, em Lisboa e seus arredores, onde partilho momentos vividos com a minha xf-17, onde pretendo mostrar ao resto do país que a capital também tem clássicas, organizar passeios económicos e com o principal objectivo de convidar todos os lisboetas tirarem as suas motorizadas da garagem e encher a cidade majestosa com muito fumo e aço.

Era visível na capa da revista do mês de Março, numa linha em azul, "XF-17 DE LISBOA", onde muitos depois de a lerem notaram a falta do artigo. A própria revista entrou em contacto comigo a pedir desculpa pelo artigo não ter sido publicado pois tinha mesmo sido impossível sair. Acreditei na palavra deles visto que também não tinha razões para o contrário. Acidentes acontecem a todos e não devemos apontar o dedo porque um dia podemos ser nós a falhar, mesmo sem querer ;)



Tudo isto começou por ter enviado um e-mail para a revista a perguntar que informações eram necessárias da minha parte para ser assinante da mesma, assinando o e-mail com o meu nome e link do Blog. Responderam ao que tinha perguntado e disseram-me que tinham passado pelo meu Blog, o qual era bastante interessante e que gostavam de fazer uma entrevista, ou caso lhe possa chamar: "troca de informações cara-a-cara" onde a minha resposta foi, obviamente, positiva.
E assim foi, exactamente na manhã do dia da Feira da Moita, encontrei-me com o responsável da mesma, onde para além da troca de informação foram também tiradas fotografias para o artigo.




Na página 10 é possível ler:

"Se mesmo nos tempos áureos da segunda metade do século passado nunca houve muitas motorizadas em Lisboa, hoje em dia que toda a gente na capital do betão parece ter automóvel, ainda á menos e para quem ande nas ruas da capital podem passar-se dias e dias até que veja uma delas no meio do trânsito. Não obstante isto, ainda há algumas e pelo menos umas delas, uma xf17 vermelha dos anos 80 tem-se feito notar. E isto porque o seu dono, o Reinaldo Queiroz gosta tanto de andar nela que já se tornou conhecido de meia Lisboa, ou quase. Mal começou a ir à escola, com seis ou sete anos, Reinaldo meter na cabeça que queria ter uma motorizada. Na altura, e até relativamente pouco tempo atrás, os pais arranjaram maneira do dissuadir da ideia mas quando fez 16 anos, o pai terá achado que já chegava de "sofrimento" e ofereceu-lhe a Famel xf17, a qual estava em muito mau estado num galinheiro perto da casa de campo da família, em Vila Nova de Cerveira e ate recentemente Reinaldo manteve-a lá, com poucas alterações em relação ao estado em que a comprou. No ano passado, entretanto, a Famel foi alvo dum restauro quase completo e em Janeiro deste ano, Reinaldo trouxe-a para Lisboa, onde mora. Dadas as dificuldades naturais para se circular na capital, poder-se-ia pensar que ela pouco saíria à rua mas não. Faça sol ou faça chuva, Reinaldo tem andado com ela aos fins de semana e já foi, sozinho ou com amigos, a uma série de lugares incluindo o Cabo Espichel, o Cabo da Roca e a lezíria ribatejana. Só por isto, a "xf-17 alfacinha", como ele a "baptizou", já seja digna de registo, mas os seus feitos não se ficam por aqui. Para além de andar com ela na cidade e de dar uns bons passeios, Reinaldo, cuja formação profissional está ligada ao cinema, criou um blog a contar as suas aventuras, assim como uma página no facebook, tanto uma como a outra tendo um sufixo comum, "xfalfaicnha"!. E a fazer jus ao ditado de que quem corre por gosto não cansa, ele ainda arranjou formas para pôr de pé o que vai ser, muito provavelmente, o primeiro passeio de clássicas "de bairro" da capital. Denominado "1º Passeio de Motorizadas e Motas do Café Central da Encarnação", o dito vai ter lugar no dia 25 de Maio no Bairro da Encarnação, aos Olivais, e vai levar os participantes até ao Cabo da Roca, um passeio que entre ida e volta ainda vão ser quase 100km!".








Mais informação sobre a revista em:

https://www.facebook.com/pages/S%C3%B3Cl%C3%A1ssicas/172650892798509?fref=ts

http://sohclassicas.blogspot.pt/



Cumprimentos d'um Alfacinha

15 de abril de 2014

XF-17 e BOSS aparecem na Colecção do Jornal Record

Certamente muitos saberão da colecção que o Jornal Record lançou a pouco tempo, uma colecção de Posters sobre clássicos chamado: "Mitos Sobre Rodas". No domingo passado, dia 13 de Abril, estava muito bem a estacionar a minha mota no Café Central da Encarnação para tratar de assuntos relacionados com o passeio quando me deparo com um senhor conhecido lá do Bairro a vir ter comigo e a dar-me um folheto. Quando olho vejo "XF-17" escrito no folheto e reparei que ele me estava a dar aquilo por ser uma igual a minha, sabia que ia gostar. Fiquei surpreendido pela atitude dele.






Deixo-vos aqui copiado o que vem escrito sobre estas duas motorizadas.




FAMEL XF-17 - Popularidade Justificada

"Fundada ainda nos anos 50, a FAMEL começou por produzir motociclos equipados com os motores disponíveis no mercado, em particular os alemães da Ilo e os motores portugueses da Pachancho.
Tentou ainda negociar a produção sob licença de um micro carro alemão. Porém no inicio dos anos 60, reciclando a experiência da Casal, a FAMEL estabelece um contracto com a Zundapp e passa a produzir esses motores sob licença, num acordo que durará até ao final da empresa, durante a década de 90, a FAMEL, produzir também muitos modelos característicos, como a Periquito, a Foguete ou a Mirage-74, por exemplo, mas a mais emblemática foi a XF-17 cuja estética foi inspirada na Suzuki Stringer."




CASAL BOSS - A Referência de uma Geração

"Uma deslocação profissional a uma feira industrial na Alemanha fez com que João Casal mudasse de vida e se decidisse a produzir motociclos em Aveiro, equipados com motor Zundapp. A sua intuição empresarial, contudo, determinou que a sua empresa passasse a produzir motores, não se limitando assim a comprá-los já produzidos. Os motores Casal passaram, assim, a equipar as motos Casal, e a marca expandiu-se com grande fulgor no mercado nacional, beneficiando de uma procura crescente dadas as facilidades em obter licenças de condução de ciclomotores, que constituíam veículos essenciais da mobilidade de uma estranho muito alargado da população. Modelos como a Boss ou a Carina, entre outros, tornaram-se populares em Portugal."







Vinha ainda no mesmo folheto:

ALMA QUIMERA - Mobilidade Minimalista

"A seguir à II Guerra Mundial, um português de grande nível, Manuel Barros Almeida desenhou e construiu um pequeno motor mono-cilíndrico a dois tempos, cuja virtude era a sua fácil aplicação aos quadros de simples bicicletas, tornando-as assim veículos com maior autonomia. Esta ideia seria em tudo idêntica aquela que nasceu em Itália e que estaria na base do grande sucesso que construiu a Ducati Cucciolo, cujas vendas no total superaram as 200 mil unidades.
Em Dezembro de 1949 era instituída em Portugal a lei dos ciclomotores, e assim os pequenos construtores portugueses como a Alma puderam desenvolver a sua oferta, tornando os seus modelos crescentemente mais cómodos e atractivos. A Quimera foi o ciclomotor mais representativo deste construtor."




CINAL PACHANCHO SERRA - Destinada às massas

"António Peixoto é um dos vários génios empresariais que passaram ao lado do reconhecimento público. Fascinado pelo motor Italiano Cucciolo, desenhou o seu próprio motor de 50 cc, a dois tempos, e aplicou-o com sucesso aos quadros das bicicletas Vilar. Mais tarde, com o desenvolvimento consistente das suas instalações industriais, Peixoto estabelece com a CINAL, uma empresa industrial do porto, um acordo para o fornecimento dos seus motores, nascendo então os ciclomotores CINAL-PACHANCHO, cuja frase publicitária era o "Ciclomotor que tem orgulho em ser português". Os modelos mais conhecidos desta marca eram dados pelos nomes de cordilheiras famosas como o Everest, o Himalaia, o Atlas ou a Pachancho Serra."

E é assim, que o mundo das motorizadas vai crescendo, com estas pequenas informações gratuitas, que aos poucos e poucos vão aparecendo. Não coleccionei os Posters mas se vir algo mais sobre motorizadas mais faladas publico.




Sabe mais sobre esta colecção aqui:

http://www.record.xl.pt/promocoes/interior.aspx?content_id=872459

http://cofinamedia.webtags.pt/mitosSobreRodas/#.U0xM_PldXas




Cumprimentos d'um Alfacinha

14 de abril de 2014

Passeio de Motas do MotorClássico 2014 (FIL - Lisboa)

Foi no dia 5 de Abril na grandiosa FIL - Feira Internacional de Lisboa, situada no Parque das Nações em Lisboa, que ocorreu um passeio de motas do MOTORCLÁSSICO - Salão Internacional de Veículos Clássicos. Não era um passeio concentrado apenas em motorizadas mas sim em motas clássicas no seu geral, onde obviamente a minha mota tinha de estar presente :)



O tempo não era convidativo a sair de casa o que reduziu o seu número de participantes de uma forma exorbitante! Eram 10 horas da manhã e encontravam-se prontas para o passeio menos de 10 motas.  Não deixei de participar, pois a desistência reina dos mais fracos e fui-me inscrever. Custou cerca de 10€ e dava direito ainda a assistir ao Motor Racing, ao Leilão de Clássicos, Visita gratuita à exposição e podia ficar em exposição em local seguro. O evento foi organizado pela Fundação Abel e João de Lacerda - Caramulo.




Não desistimos e acompanhados pela Psp lá seguimos viagem. O passeio foi bom no sentido em que se pôde passar por locais emblemáticos da cidade de Lisboa, cujos não são permitidos passar em dias normais, como Avenida da Liberdade, Marquês de Pombal, entre outros. Aproveitando desta forma para tirar umas fotos mesmo no centro da capital.No meio disto tudo ainda houve tempo para um dos policias que nos acompanhavam e o participante mais jovem trocassem de lugar :)









A 1º pausa foi feita em pleno Rossio, junto ao Diário de Noticias, onde o momento de tertúlia foi aquecido por um cafézinho e pastel de nata no Café Nicola, comércio bastante conhecido e obrigatório de passagem, principalmente para turistas.




Voltámos à estrada e seguimos até ao principal destino, a Torre de Belém, onde os turistas tiraram imensas fotos às poucas mas boas motas que lá estavam paradas. Mais tarde voltámos à FIL, local donde saímos para gozar ao que tínhamos direito ;)







PARTICIPANTES









Foi com este estilo que a XF-17 ALFACINHA pousou na FIL.







Brevemente artigo sobre a exposição em si.
Cumprimentos d'um Alfacinha



A minha zundapp

A minha zundapp
Mais uma que brilha nas ruas de Lisboa. Foi restaurada em Janeiro de 2014 em Caminha, no norte do país, para espalhar magia no centro da Capital.